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Opinião de Ribeiro Cristovão
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​Taça com contradições

12 out, 2017 • Opinião de Ribeiro Cristovão


Pergunta-se, estas equipas agora anfitriãs não têm campos para receber as equipas que lhes couberam em sorte, porque foi dada luz verde à sua inclusão no sorteio?

O Sporting Clube de Portugal dá hoje o pontapé de saída na primeira eliminatória da Taça de Portugal em que entram equipas do escalão principal do nosso futebol.

A deslocação dos leões passará a constituir um marco histórico na vida de Oleiros, uma pequena sede de concelho do interior da Beira Baixa, mais conhecida pela zona do pinhal.

Pinhal que, aliás, foi duramente fustigado pelos recentes incêndios que dizimaram ali uma boa parte da nossa floresta. E aqui começa o primeiro gesto de generosidade dos leões, ao renunciarem à sua parte na receita do desafio para a depositar, por inteiro, nas mãos dos generosos bombeiros locais, sempre dispostos a dar a “vida por vida”.

Aceitar jogar em relvado sintético foi outra das cedências dos lisboetas. Seria, aliás, frustrante que tal não viesse a acontecer, sobretudo para os muitos adeptos do Sporting que assim vão desfrutar da possibilidade de verem de perto algumas das vedetas que apoiam anos a fio.

Ao contrário da sorte que coube a Oleiros, o mesmo não se vai verificar com os adeptos do Lusitano de Évora que vai receber o Futebol Clube do Porto no estádio do Restelo, do Olhanense que defronta o Benfica no estádio Algarve, e do São Martinho que “receberá” o Sporting de Braga em Moreira de Cónegos.

Pergunta-se, estas equipas agora anfitriãs não têm campos para receber as equipas que lhes couberam em sorte, porque foi dada luz verde à sua inclusão no sorteio?

Acaso, se lhes tivessem cabido outros clubes de menor dimensão, esses jogos poder-se-iam realizar?

São estas contradições que não é fácil perceber, sobretudo tendo em conta que a Taça terá de ser sempre a festa do país no seu todo, e não dos privilegiados que parecem sempre destinados a chegar às fases mais adiantadas da competição.

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  • Nhecos
    13 out, 2017 Nhecolandia 10:34
    Infelizmente em Portugal, as condições são iguais na teoria. A realidade é aquilo a que se chama submundo do futebol.
  • De Cabeça
    13 out, 2017 lisboa 09:47
    Nhecos, as condições em Oleiros para o Benfica seriam iguais às do sporting
  • Nhecos
    12 out, 2017 Nhecolandia 23:16
    O Sporting é um Clube de Portugal. Oleiros é Portugal, Olhão e Evora são Portugal. Os jornais e restantes media são da Nhecolandia.
  • Andre
    12 out, 2017 Evora 17:30
    como tinha comentado numa cronica anterior, tenho pena do Porto não se deslocar a Evora. No entanto , qd ouço falar em vistorias de estadios, não consigo deixar de sorrir!!! O estadio do Lusitano não foi considerado apto para receber o Porto, qd as duas anteriores eliminatorias se realizaram no campo estrela!!!! Fico a pensar se terá ocorrido alguma tempestade recente que tenha danificado o estadio, ou se os criterios são diferentes consoante o clube envolvido, e se assim for , não vejo grande razão para se falar em festa da taça!!!
  • Nhecos
    12 out, 2017 Nhecolandia 14:23
    Fosse o Sport Lisboa a ter calhado com o Oleros e não era cedencia mas sim obrigação do Oleiros jogar em Coimbra. Mas nessa area até clubes como o Estoril transferem jogos para o estádio de Faro. Maior receita? com o estadio às moscas? Sai mais um gelado!
  • De Cabeça
    12 out, 2017 lisboa 10:51
    "Aceitar jogar em relvado sintético foi outra das cedências dos lisboetas" .... qual cedência ? ... o campo foi vistoriado pela FPF e dado como bom para a realização do jogo. Gostando ou não, o SCP não tinha outra alternativa que não seja a de jogar em Oleiros, pois a equipa da casa cedo fez saber que não aceitava jogar em outro campo (inviabilizando o acordo prévio entre clubes, que se verificou em outros casos, como por exemplo SLB vs Olhanense, pois a equipa de Olhão tem todo o interesse em jogar no Estádio de Faro, que fica a 15 minutos e potencia a receita).