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Opinião de José Luís Nunes Martins
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​Felizes os que vivem o dia de hoje

11 ago, 2017 • Opinião de José Luís Nunes Martins


Não devemos deixar que o nosso coração se endureça, a nossa razão cegue nem a nossa vontade se acobarde.

Quase todos buscamos fora de nós as razões para a nossa esperança, as forças para a nossa paciência e o sentido para o nosso amor. Somos capazes de quase tudo na procura do que julgamos ser o tesouro mais importante da vida.

Como se o nosso mundo interior não fosse mais do que um monte de lixo sem valor.

Dias e noites passam, invernos e primaveras, e os nossos olhos e ouvidos parecem estar apenas atentos aos vazios e às distâncias de onde, de repente, acreditamos, surgirá a resposta, o porquê e o para quê da nossa existência.

Não vemos tudo o que é simples e está à nossa volta, nem escutamos o que trazemos dentro de nós. De que vale conquistar o mundo inteiro quando nos perdemos a nós mesmos?

Não devemos deixar que o nosso coração se endureça, a nossa razão cegue nem a nossa vontade se acobarde.

Viver longe de nós mesmos, no espaço ou no tempo, procurando ser quem não somos, é sermos infelizes por opção.

Aqui e agora há razões, forças e sentido para a nossa existência. Assim os saibamos reconhecer e assumir com humildade e ousadia.

A nossa esperança depende de nós, a coragem da paciência depende de nós, o sentido para o nosso amor depende de nós. Somos livres e chamados a decidir. Não temos de encontrar uma solução escondida, mas construir uma, a nossa, única e autêntica.

A felicidade que persegues só a conseguirás alcançar quando te encontrares com o que tu mesmo és.

Felizes os que não desanimam quando tudo parece perdido, e trabalham no dia de hoje para cumprir a missão que escolheram.

Felizes os que sabem que é do pouco que podem fazer hoje que depende a sua felicidade.

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  • Helder
    16 ago, 2017 Souza 19:45
    Se um artigo destes pode estar numa página da internet... vai lá vai. Pergunto ao senhor que escreveu o artigo: -Porque é que são felizes os que vivem o dia de hoje? Aquilo que o senhor escreve é digno de um prémio do melhor aluno da segunda classe. Repare bem como está escrito o seu último parágrafo: "Felizes os que sabem que é do pouco que podem fazer hoje que depende a sua felicidade." Isto é português? SIMPLESMENTE RIDÍCULO!
  • CF
    16 ago, 2017 Beja 11:21
    O artificial, entenda-se, o que não precede o natural, será um ponto culminante, mas não o sucedâneo.