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Opinião de José Luís Nunes Martins
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Demasiado atarefado para te ocupares da tua vida?

04 ago, 2017 • Opinião de José Luís Nunes Martins


A falta de certezas é sinal de que há mistérios que se podem revelar excelentes surpresas.

Há muitas pessoas que vivem de costas voltadas para a sua vida, nem consigo mesmas conseguem falar. Sobrevivem. Não têm tempo para lutar por si mesmas, pelos seus sonhos, perdendo-se em tantos trabalhos que julgam ser mais importantes, mas que, afinal, não prestam para nada.

A verdade é que o tempo passa mais rápido para os desatentos. A vida vai-nos provando que não há sonhos impossíveis, apenas sonhadores que não querem deixar de o ser, são preguiçosos, preferem apenas suspirar em vez de se pôr a caminho.

Não sabemos quanto tempo temos, pelo que julgar que será muito é tão imprudente quanto considerar que a nossa vida terminará hoje. E esta dúvida não é má. A falta de certezas é sinal de que há mistérios que se podem revelar excelentes surpresas.

Há quem passe o tempo no passado, perdendo-se no que passou... nos ontens que viveu e nos que não teve, mas que gostava de ter tido. Alguns chegam a dar conta do tempo que desperdiçaram, mas não aprendem.

Também há aqueles que pairam em futuros longínquos, perdendo-se em realidades que, longe no tempo e na realidade, não são nada ainda e poderão nunca chegar a ser. É comum sonhar-se que tudo aparece feito sem termos que fazer nada. Afinal, dizem, se é para sonhar, que se sonhe em grande! Pobres que não sabem sequer que boa parte da felicidade tem de ser fruto das nossas mãos.

São muitos os homens e mulheres que nunca mais foram nada desde que foram crianças e quiseram deixar de o ser...

Quem não tem tempo para a sua vida está morto, apesar das aparências.

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