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Nota de Abertura
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Obrigado, Avós!

26 jul, 2017 • Opinião de Nota de Abertura


Não sois de ontem, avós. Sois do presente e do futuro.

A instituição de dias para quase tudo corre o risco de desvalorizar datas e celebrações verdadeiramente especiais. O Dia dos Avós, por exemplo.

Importa, pois, nesta ocasião, celebrar conscientemente a sua vida e o seu papel. Afirmando que não são estorvo nem empregados fáceis; não são mero recurso de circunstância ou peso tolerado. Porque são nascente, luz, palavra e exemplo.

O Dia dos Avós deve ser, por isso, dia para lhes dizer, sublinhadamente: "Obrigado!"

Obrigado, avós, pelas histórias e pelo colo; pelo tempo e pela ternura; pelo olhar e pelas palavras sábias e confidentes.

Obrigado, avós, pela capacidade de repartir - até de repartir uma reforma tantas vezes insuficiente para os vossos dias difíceis.

Obrigado, sempre e em todas as circunstâncias. Sim, também pelo silêncio, quando, porventura, apenas sorri, já esquecido de nomes e gestos.

Não sois de ontem, avós. Sois do presente e do futuro.

Não estais a mais. Pelo contrário: importa que estejais mais - mais connosco e mais em nós!

Comentários
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  • MASQUEGRACINHA
    27 jul, 2017 TERRADOMEIO 20:10
    Muito bonito. A quem se aplique, claro. Faz-me lembrar aquelas animações televisivas a marcar a hora de dormir das crianças, em que vem o papá e a mamã dar beijinho e aconchegar a roupa... Coitados dos órfãos, ou dos que fora melhor sê-lo, é esfregar-lhes sal na ferida. Ou era, que a coisa tende a ser substituída por patos esquisitos, ou até a desaparecer de todo, o que é mais inócuo dada a multiplicidade de facto das estruturas familiares actuais. Não é tão bonito, mas é mais politicamente correto, e menos cruel para os pequenitos que ainda vão acreditando nos desenhos animados. Hoje, como ontem, há muita gente gravemente infeliz, ou disfuncional, ou hipócrita - logo, nem todos os pais são bons, nem todos os avós são sequer recomendáveis. Há de tudo, com fartura e diversidade. Entre avós, filhos e netos, muitas pessoas (a larga maioria?) não se reverão no ideal representado no vosso belo texto. Bastantes até se sentirão defraudados, marginalizados, amesquinhados. Mas não é, afinal, o ideal que comanda o rumo humano? Vale por isso o texto, para nos recordar o ideal que nos deve comandar, e que devemos tentar trazer à prática nas nossas realidades quotidianas subjectivas.