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Opinião de Francisco Sarsfield Cabral
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Terrorismo anti-islâmico

20 jun, 2017 • Opinião de Francisco Sarsfield Cabral


Nada justifica responder ao terrorismo islâmico com um terrorismo anti-Islão.

Em Londres, uma carrinha atropelou deliberadamente um grupo de muçulmanos, que saíam de uma mesquita. Há a registar, pelo menos, um morto e dez feridos. O autor deste acto terrorista terá gritado: “quero matar todos os muçulmanos!”.

No estado americano da Virgínia uma jovem muçulmana foi morta ao sair de uma mesquita. Não se conhecem, ainda, as motivações deste assassinato.

Entretanto, foi noticiado que um militar português morrera no Mali, vítima de mais um ataque terrorista. O militar estava ao serviço de uma missão da União Europeia naquele país africano.

O terrorismo contra muçulmanos, utilizando aliás o mesmo método (atropelamentos) de algum terrorismo islâmico, é condenável, como deve ser qualquer acto terrorista.

Alguns líderes muçulmanos na Grã-Bretanha queixam-se de uma vaga anti-Islão, depois dos atentados de Londres e Manchester.

É injusto meter todos os muçulmanos no mesmo saco. Muitos deles são contra a violência. Aliás, a maioria dos muçulmanos que vivem na Europa é prejudicada pelas atrocidades do ”Estado Islâmico” e pelo terrorismo, pois passa a ser temida e mal vista pelos europeus.

Mas nada justifica um qualquer terrorismo anti-Islão. A primeira-ministra britânica, Theresa May, condenou firme e inequivocamente o atropelamento ontem, em Londres.

Dito isto, os europeus podem e devem exigir das comunidades muçulmanas instaladas nos seus países uma mais clara e frontal rejeição pública do terrorismo cometido em nome de Alá.

A religião muçulmana não facilita essa rejeição, pois não distingue entre a esfera religiosa e a esfera política, do Estado. A lei religiosa, a “sharia”, prevalece no Estado Islâmico. O que também impede que exista liberdade religiosa em numerosos países islâmicos, como a Arábia Saudita ou o Irão.

Quem, sendo muçulmano, se converta a outra fé religiosa ou a fé nenhuma arrisca-se a sofrer uma pena de morte.

Estas coisas devem ser ditas. Mas, repito, nada justificará um terrorismo de sinal contrário.

Comentários
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  • José
    20 jun, 2017 lousada 21:46
    então, não entendo porque louvamos tanto os aliados da II guerra mundial por terem respondido com terrorismo ao terrorismo nazi.
  • Roque Almeida
    20 jun, 2017 Lisboa 17:00
    Concordo que não se deve combater o terrorismo, com terrorismo, mas que moral temos para pedir a quem tenha sofrido às mãos desses bárbaros, que tenha compaixão por eles? É tudo consequência dos seus actos. E foram eles que começaram. Só existem muçulmanos moderados enquanto não se radicalizam, enquanto não são em número suficiente para impor as suas leis, depois acham-se donos de tudo, e cometem as atrocidades mais inimagináveis. Na Europa sê europeu. Querem viver aqui, adaptem-se, caso contrário podem voltar para os seus países de origem.
  • cachorro traidor
    20 jun, 2017 aveiro 15:36
    É mesmo destes traidores que precisamos. Só faltava vir um jornaleiro defender a religião mais porca que existe. Há que eliminar esse mal pela raiz. Há que erradiar o diabo do maomé e do alá da face da terra.
  • Marco Visan
    20 jun, 2017 Lisboa 08:58
    Ou seja, o seu comentário apenas serviu para fazer mais propaganda contra o Islão, como se vê nos últimos parágrafos. Nada a dizer em relação aos estados policiais construídos em Inglaterra e França, onde a polícia anda armada com metralhadoras com mira telescópica. Será isso bom numa sociedade que se crê moderna e democrática? Julgo que não. Entretanto, não deixo de estranhar na sua crónica de hoje uma alusão ao militar português que morreu no Mali. Este foi vítima de terrorismo anti-islâmico? Se não foi, não se percebe o enquadramento deste parágrafo no seu texto. Algo não parece andar bem na cabeça deste cronista que ainda se julga capaz de dar opinião.