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Parceira Renascença/VER

“Estudante para sempre” será a única forma de manter o emprego

29 mai, 2017 • Helena Oliveira


Um relatório publicado bienalmente pelo Pew Research Center obriga-nos a repensar tudo o que demos por adquirido, até agora, em matéria de educação, formação, carreira e trabalho no geral. Para evitarmos que a máquinas devorem os nossos empregos, a única saída é tornarmo-nos o mais adaptativos possível. Porque tudo vai mudar mesmo.

O Pew Research Center publicou, neste mês de Maio e em parceria com o Imagining the Internet Center da Elon University, um extenso inquérito e consequente análise intitulado "The Future of Jobs and Jobs Training", documento que obriga a repensar tudo o que demos por adquirido, até agora, em matéria de educação, formação, carreira e trabalho no geral.

Com 1408 respondentes e um painel de cerca de oito mil especialistas de diversas áreas que o analisaram, o extenso relatório, publicado bienalmente pelo Pew Research Center, mostra que, para evitarmos que a máquinas devorem os nossos empregos, a única forma de as suplantarmos é tornarmo-nos o mais adaptativos possível. Porque tudo vai mudar mesmo.

Entre estes "experts" que analisaram o relatório, estão líderes de empresas como a Google ou a Microsoft, educadores do MIT, Harvard e outras universidades, bem como um conjunto díspar de pessoas com interesses relacionados com a Inteligência Artificial e o futuro do trabalho. Já da área “mais” tecnológica, participaram também neste painel cientistas da computação, investigadores de IA, mas também pessoas pertencentes a grupos de governança da Internet, “futuristas” e fundadores de startups.

o inquérito e subsequente relatório do Pew aborda duas grandes incógnitas: a primeira, “estarão os trabalhadores preparados para acompanhar o ritmo acelerado do ambiente tecnológico?” remete não só para as competências que serão mais valiosas no futuro, mas também para a forma como as mesmas poderão ser “ensinadas”, e a segunda, “será que o capitalismo de mercado vai conseguir sobreviver num ambiente económico profundamente alteardo” confere uma visão mais perturbadora das alterações identitárias e socioeconómicas que parecem inevitáveis face à trajectória que o progresso das tecnologias está a tomar.

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