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Opinião de Francisco Sarsfield Cabral
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​Timor-Leste, 15 anos

12 mai, 2017 • Opinião de Francisco Sarsfield Cabral


O petróleo e o gás estão perto do esgotamento em Timor. E a produção de café é escassa.

No próximo dia 20 fará 15 anos a independência de Timor-Leste. A ocupação indonésia, iniciada em 1975, assim como os conflitos entre timorenses nacionalistas e outros ligados à Indonésia, tinham morto cerca de 200 mil pessoas numa população à volta de 1,2 milhões. O território encontrava-se devastado.

Depois do 25 de Abril nenhuma causa mobilizou tanto os portugueses como a libertação de Timor da ocupação indonésia. Mas nos últimos anos tem-se falado pouco, entre nós, dessa distante meia ilha.

Por um lado é bom sinal. Timor-Leste foi notícia em 2006 por causa de conflitos políticos internos. O jovem país esteve então à beira da guerra civil. Mais recentemente houve a expulsão de alguns portugueses pelas autoridades de Dili, um caso até hoje não explicado cabalmente.

Mas há notícias recentes de Timor que não chegaram cá e que merecem atenção. O semanário The Economist publicou um artigo sobre aquele país, no qual recolhi a informação que se segue.

Foi descoberto petróleo e gás no mar de Timor. Entre 2003 e 2012 os rendimentos petrolíferos cresceram ali em flecha, permitindo financiar um fundo que possui agora cerca de 16 mil milhões de dólares. O problema é que o petróleo e o gás natural estão em vias de se esgotar.

O café, que Timor também exporta, é afectado pelo envelhecimento e pelas doenças das plantas que o produzem. Um terço destas estará hoje improdutivo. A produção actual de café atinge apenas um quarto do nível alcançado quando Timor era uma colónia portuguesa.

O turismo poderá revelar-se uma boa aposta. Hoje, os rendimentos do turismo já representam quase tanto como os rendimentos do café.

No entanto, o correspondente em Dili do Economist mostra-se pessimista quanto aos investimentos que o governo timorense tenciona fazer. E o desemprego ameaça a população, metade da qual é constituída por jovens abaixo dos 17 anos. Os próximos tempos não serão nada fáceis para os timorenses. Portugal não pode esquecer a sua antiga colónia, que ajudou a libertar da opressão indonésia.

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Comentários
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  • Indignada
    14 mai, 2017 Fig. Foz 02:26
    Sr. Francisco, quando aprende a ser correcto? Diz "... Portugal ... que ajudou a libertar da opressão indonésia." Ajudou? Então não foi o responsável-mor no âmbito da criminosa descolonização? Ou também já se esqueceu que os criminosos terroristas de Fretilin, caso do Xanana Gusmão ou o Alkatiri, fuzilaram diversos portugueses, caso do oficial Maggiolo Gouveia? Então, antes de fazer com Pilatos, e empurrar as culpas para cima da Indonésia, aponte para os democratas criminosos responsáveis pela página mais negra da nossa História, caso do ACunhal ou MSoares.
  • Jose
    13 mai, 2017 Ireland 08:44
    É o artigo de odio e muito barato. Só sabe falar mal o teritório de longe. Quero acreditar que o proprio outor tem pobre conhecimento sobre realidade actual de Timor Leste.
  • Jorge
    13 mai, 2017 Sintra 01:25
    " Portugal não pode esquecer a sua antiga colónia, que ajudou a libertar da opressão indonésia. "Concordo!
  • Nuno Leonidas
    12 mai, 2017 Cascais 09:33
    Não entendo a notícia, porquanto o petróleo e gás na zona Timorense do mar de Timor ainda não foram explorados. A receita do fundo do petróleo deriva da zona mista Timor-Australia. A ZEE de Timor cuja exploração foi concessionária a ENI ainda não entrou em produção. Não obstante a economia necessita de diversificação, nomeada,ente, agricultura, turismo e serviços. Para isso contribui o investimento na Educação, nomeadamente a nova Universidade de DIli, cujomca,pus está projectado para 55.000 alunos.
  • Miguel Botelho
    12 mai, 2017 Lisboa 09:00
    Muito, mas muito fraco, este artigo. Nenhuma descrição acerca da implicação dos Estados Unidos da América na invasão da Indonésia a Timor; nem um ponto se quer acerca da Indonésia, um país que vive uma economia de caos à cerca de cinquenta anos, onde as lixeiras se espalham pelo arquipélago. Em vez de deixar cair uma lágrima de crocodilo pelo sacrifício dos timorenses, talvez não fosse má ideia descrever as realidades amargas e duras que se vivem no arquipélago da Indonésia.