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Opinião de Francisco Sarsfield Cabral
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​Estratégias falhadas no petróleo

10 mai, 2017 • Opinião de Francisco Sarsfield Cabral


Ainda que a OPEP prolongue os cortes na produção, não é provável um novo choque petrolífero.

A gasolina e o gasóleo desceram de preço esta semana em Portugal. Irá continuar a descida? Ninguém sabe ao certo, mas o consenso dos especialistas aponta para que o barril de crude (petróleo bruto) não subirá mais do que para os 55 a 60 dólares - o barril anda agora pelos 50 dólares. O que influenciará a evolução dos preços dos produtos refinados, como os combustíveis.

Ora a Organização dos Países Produtores de Petróleo (OPEP) decidiu em Novembro passado um corte na produção de crude, para fazer subir o preço. Recorde-se que o barril de brent valia quase 120 dólares no início de 2013, mas um ano e meio depois começou a descer, atingindo apenas 30 dólares no princípio de 2016, o nível mais baixo desde 2004.

A Arábia Saudita apoiou durante algum tempo esta baixa do preço do petróleo, na esperança de que essa baixa pusesse “fora de combate” as empresas americanas que exploram o petróleo de xisto (fracking). Só que a maioria dessas empresas aguentou o embate, reduziu custos e não parou a produção.

Tendo falhado a sua estratégia contra o fracking dos EUA, os sauditas reviram a sua posição e passaram a apoiar cortes na produção. A Rússia, que não pertence à OPEP, alinhou nessa política de restrição da oferta.

Só que, embora o preço do barril tenha subido alguma coisa, não subiu tanto como a OPEP esperava. E o fracking aproveitou essa moderada valorização para produzir mais…Acresce que aumentou a produção na Líbia e na Nigéria, que os stocks nos EUA não caíram como se previa e que a procura de petróleo abrandou na China e nos EUA.

Para um país, como Portugal, ainda muito dependente do petróleo (todo importado) como fonte de energia, é positiva a perspectiva de ser improvável um novo choque petrolífero nos próximos tempos. Ainda que a OPEP prolongue, como se espera, os cortes na produção.

Comentários
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  • Marco Visan
    10 mai, 2017 Lisboa 14:14
    A desinformação e a falta de esclarecimento, resultam em comentário como a de Pedro (10:16). O próprio Sarsfield Cabral ajuda a desinformar o público, com estes seus artigos desactualizados. Normalmente, o resultado é a asneira ou o gozo estúpido e bruto, como a de Pedro.
  • Emanuel Correia
    10 mai, 2017 Lisboa 12:43
    Até nisto o PS é uma nódoa a governar.E sobre a orientação de costa pior.Então não querem ver, agora que os Países produtores de crude(petróleo) estão em baixo e temem o futuro, costa em contraciclo vai pedir que eles invistam cá.Pobre cabecinhas.
  • Há cada um
    10 mai, 2017 Lisboa 12:26
    Sr Pedro de Lisboa o seu comentário não tem qualquer racionalidade. O que tem a ver o comité central dos comunistas com o petróleo e o artigo do sr Cabral? Eu respondo. NADA. Não sou comuna mas o disparate tem limites. Quanto ao artigo em si já está desactualizado pois esta semana já aconteceu que as reservas nos EU caíram e que levaram ao aumento, em dólares, do barril. De resto o artigo é esclarecedor no que toca aos acordos dos especuladores nas várias bolsas onde o crude é cotado. Mais a variação do custo do mesmo está a servir de arma ideológica.
  • Pedro Ferreira
    10 mai, 2017 Lisboa 10:23
    Agora a sério o "governo" do Maduro só vai cair quando os militares se cansarem de matar população, ou quando os números de mortos já forem demasiados.
  • Pedro
    10 mai, 2017 Lisboa 10:16
    Entre 2013 e 2016, houve um acordo entre os Estados Unidos e a Arábia Saudita para fazer descer o valor do barril de petróleo. Um dos objectivos desta medida era minar o futuro do planeta de modo a permitir a invasão de marcianos. (outra versão de verdade alternativa... versão esta não sancionada pelo comité central do PCP) :)
  • Alexandre
    10 mai, 2017 Lisboa 08:19
    Entre 2013 e 2016, houve um acordo entre os Estados Unidos da América e a Arábia Saudita para fazer descer o valor do barril de petróleo. Um dos objectivos desta medida era minar a economia venezuelana, de modo a fazer cair o governo de Nicolás Maduro. Não conseguiram.