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Opinião de Francisco Sarsfield Cabral
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​Os partidos e os independentes

09 mai, 2017 • Opinião de Francisco Sarsfield Cabral


No Porto, Rui Moreira dignificou a política, ao manter a sua coerência de autarca independente.

Os partidos políticos são elementos essenciais da democracia. Mas não devem absorver todo o campo político.

Percebe-se que, quando a democracia foi restaurada em Portugal, os deputados da Assembleia Constituinte tenham dado aos partidos e aos seus dirigentes importantes poderes. Ainda hoje não são permitidas candidaturas independentes à Assembleia da República, o que é pena. E, na prática, os eleitores não votam em nomes de candidatos a deputados, mas no partido que preferem. Até porque, tratando-se do partido que forma governo, muitos dos eleitos logo abandonam a Assembleia e vão para cargos governamentais.

Há 20 anos uma revisão constitucional permitiu candidaturas de independentes a municípios e não apenas a freguesias. Candidaturas com um processo pesado, que só em parte foi simplificado em Abril deste ano.

Nas eleições autárquicas de 2013 os independentes foram a quarta força política. Nas próximas autárquicas, a 1 de Outubro, o peso dos independentes irá aumentar, o que é positivo pois contraria o alheamento das pessoas em relação à política, sobretudo a partidária. Os partidos transformaram-se em grandes máquinas de empregos.

Decerto que numerosos independentes são políticos que se incompatibilizaram com os seus partidos. Mas também há genuínos independentes, como é o caso de Rui Moreira, presidente da câmara do Porto.

Perante a voracidade do PS, Rui Moreira dispensou o apoio desse partido, que agora vai concorrer com uma candidatura própria. Assim manteve R. Moreira a coerência com aquilo que sempre afirmou e fez, desde o início do seu movimento. Dignificou a política.

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  • Luísa Brasão Antunes
    10 mai, 2017 Lisboa 14:21
    Parabéns, Dr. Rui Moreira. Vai ganhar, não precisa dos partidos para nada. É que os partidos NÂO PRESTAM.
  • Justus
    10 mai, 2017 Espinho 12:55
    Os políticos que se dizem independentes, de independência têm pouco ou quase nada. O facto de não estarem filiados em partidos torna-os, por vezes, muito mais dependentes que os políticos partidários. Se Rui Moreira era independente porque razão andou sempre coligado com o PS, o CDS, etc., dando aos políticos destes partidos pelouros, poder e autoridade? Todas as pessoas e não só as filiadas em partidos devem poder concorrer a toda e qualquer eleição, seja para as autarquias, seja para a Assembleia da República. Todos têm e devem ser tratados com a mesma dignidade. Mas não é pelo simples facto de se dizer independente de qualquer partido que as coisas melhoram. Há independentes e independentes e, como tudo na vida, há os bons e os maus. Eu por mim, apesar de tudo, ainda prefiro alguém que tenha ideias e projectos sufragados por maiorias e testados nas urnas há muitos e muitos anos, o que quer dizer que prefiro os candidatos partidários. Quando não servem, geralmente o próprio partido encarrega-se de o afastar. O que não acontece com os independentes que acabam por ser um joguete na mão dos outros. De independente têm apenas a qualificação, nada mais.
  • Alexandre
    09 mai, 2017 Lisboa 18:58
    Será esta vénia a um autarca de direita uma opinião imparcial?
  • João Galhardo
    09 mai, 2017 Lisboa 09:56
    Francisco Sarsfield Cabral aproveita o seu espaço da Renascença para relançar a direita nas eleições autárquicas. Agora, é a campanha por Rui Moreira, contra o PS de António Costa.
  • Miguel Botelho
    09 mai, 2017 Lisboa 08:02
    Se Rui Moreira tivesse alguma origem à esquerda dos partidos, não dedicaria um artigo a este autarca. Como Rui Moreira é (e sempre foi) de direita, o Sr. Sarsfield canta-lhe um hino de alegria.