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Opinião de Ribeiro Cristovão
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O mundo não acaba amanhã

21 abr, 2017 • Opinião de Ribeiro Cristovão


Sporting-Benfica. Dos dois lados, vão estar perspectivas diferentes, com a equipa anfitriã a lutar pela honra da casa, e a outra a pretender não perder de vista a possibilidade de dar mais um passo em frente rumo à conquista do título.

Terminada mais uma ronda europeia, e de novo com portugueses em foco (José Mourinho e Anthony Lopes) apesar das dificuldades por que passaram ambos nos jogos de ontem à noite, todas as atenções passaram a convergir para o grande derby/clássico que amanhã vai colocar à prova Sporting e Benfica no majestoso cenário do estádio José Alvalade.

Como sempre acontece em circunstâncias como a de agora, não há vencedor antecipado.

E pode até nem haver sequer vencedor.

Dos dois lados, vão estar perspectivas diferentes, com a equipa anfitriã a lutar pela honra da casa, e a outra a pretender não perder de vista a possibilidade de dar mais um passo em frente rumo à conquista do título, o que está longe de estar assegurado.

O mais importante é o desafio em si. Frente a frente vão colocar-se duas equipas de qualidade, com modelos de jogo diferentes é certo, mas com intérpretes que são capazes de oferecer urbi et orbi – à cidade e ao mundo - uma noite cheia de magia, susceptível de galvanizar milhões de espectadores em todo o mundo.

Cabe também aos treinadores contribuir para que tenhamos uma noite perfeita.

O alarido que tem sido feito nos mais variados tons à volta do derby, com acusações e ofensas à mistura e culpas de ambos os lados, tem forçosamente de dar lugar a uma imagem diferente.

Nisso caberá o contributo dos jogadores, também eles promotores de um bom trabalho do árbitro Soares Dias e, muito especialmente do público.

A rivalidade que existe há mais de cem anos não poderá servir nunca para comportamentos marginais, sendo exigível que o prestígio das duas colectividades não seja minimamente beliscado.

Honre-se, acima de tudo, o lugar que já conquistámos no nosso velho continente.

No relvado, vão estar alguns campeões europeus que merecem que o seu esforço e o título que dele emanou de Julho passado não sejam delapidados.

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  • MASQUEGRACINHA
    22 abr, 2017 TERRADOMEIO 18:44
    A última vez que fui ao Centro de Saúde tomar uma vacina, não havia um penso-rápido para proteger o local da picada do roçar da roupa - de forma envergonhada, a enfermeira disse-me que "tinham acabado". Quando lá voltei, para a segunda dose, meses depois, ainda não tinham chegado os pensos... Hoje, assistindo na TV, em directo, às primeiras cenas de engalfinhanço pré-derby, e à primeira cabeça partida, foi com prazerosa emoção que assisti ao desvelo e abundância de material usado no tratamento do "incidentado". Pergunto - e isto também é futebol! - quem é que paga aquilo tudo? O desvelo, o material, as centenas de polícias, com equipamento completo anti-motim (só falta o escudo, mas deve estar à mão), a fazerem cara de maus e a distribuir bordoada a eito pelos zombies inflamados? Resposta : sou eu, a mesma pessoa que teve que levar o penso-rápido de casa. Repito : isto também é futebol. Mesmo com assassínios, como aconteceu ontem, the show must go on, não é verdade? Por outro lado, talvez seja melhor assim : se a turba, que se comporta e é tratada como gado em manada, não extravasasse as ânsias no futebol, fá-lo-ia noutro sítio qualquer... Tudo isto me provoca vergonha reflexa.
  • João Coelho
    21 abr, 2017 Lisboa 21:06
    Tirando o "majestoso cenário " que é realmente piroso ... e até me fez rir a análise não está mal .
  • De Cabeça
    21 abr, 2017 lisboa 10:29
    O SCP não luta apenas pela honra. Luta para se apróximar dos lugares Champions e, porque não, entrar na luta pelo título .... pois tanto Benfica como Porto podem voltar a escorregar, o que leva a decisão matemática para uma emocionante última jornada. E sendo isto possível, continua por explicar porque motivo Bruno de Carvalho apenas fez guerra cerrada ao Benfica, quando tinha matéria para processar jogadores do Porto. Mas este é um assunto que deve merecer reflexão junto dos adeptos leoninos. Um derbi não tem favoritos. Nunca teve nem nunca terá. É um jogo fantástico e de fecho imprevisível. Pena que este tipo de jogo esteja envolto em tanta agressividade e tanta violencia fora do relvado (dirigentes e jornalistas incendeiam um povo que não sabe manter-se sereno). Que não haja nenhuma desgraça.