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Arquivado inquérito contra Dias Loureiro e Oliveira e Costa

04 abr, 2017


Ministério Público justifica arquivamento com a impossibilidade de identificar, "de forma conclusiva, todos os factos susceptíveis de integrar os crimes imputados aos arguidos".

O Ministério Público (MP) anunciou esta terça-feira o arquivamento de um inquérito contra Dias Loureiro e José de Oliveira e Costa relacionado com o caso BPN.

O MP justifica, numa comunicação publicada no portal da internet, o despacho de arquivamento com a impossibilidade de identificar, "de forma conclusiva, todos os factos susceptíveis de integrar os crimes imputados aos arguidos", após análise de "informação bancária relativa às operações e aos sujeitos intervenientes".

O ex-ministro e ex-deputado do PSD Dias Loureiro e o antigo presidente do BPN e ex-secretário de Estado José de Oliveira e Costa estavam indiciados pelos crimes de burla qualificada, branqueamento e fraude fiscal qualificada.

"Não obstante as diligências realizadas, não foi possível reunir prova suficiente, susceptível de ser confirmada em julgamento, da prática dos crimes imputados a estes arguidos e ao suspeito Abdul al-Assir [cidadão libanês]", adianta a comunicação do Ministério Público.

O arquivamento do inquérito, que decorreu no Departamento Central de Investigação e Acção Penal, abrangeu um outro arguido, Luís Caprichoso, ex-administrador da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), com o Ministério Público a entender que "não praticou" o crime de fraude fiscal qualificada "que lhe foi imputado".

A investigação visou a "prática de factos conexos com o Grupo BPN/SLN, com o negócio de venda da sociedade REDAL, de Marrocos, e com a aquisição de uma participação de 25% do capital da sociedade BIOMETRICS, de Porto Rico".

Segundo o Ministério Público, "toda a prova produzida nos autos revela, relativamente àqueles negócios, uma engenharia financeira extremamente complexa, a par de decisões e práticas de gestão que suscitaram suspeitas sérias sobre os reais fundamentos dos negócios subjacentes às participações na REDAL e na BIOMETRICS e ao pagamento de comissões não justificadas".

Tais negócios "implicaram a concessão de financiamentos por bancos do Grupo BPN a entidades instrumentais, que não foram pagos, com consequente prejuízo para o Grupo, para além de transferências de capital para concretização do negócio da BIOMETRICS".

Comentários
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  • Joao
    06 abr, 2017 Suiça 18:39
    Que Justiça é esta???????
  • Otário cá da quinta
    05 abr, 2017 Coimbra 06:21
    Meus caros comentadores, são 6 h e 5 minutos e não consigo dormir e como sou um OTÁRIO de quase 80 anos, chego à triste concolusão que sou, ou somos simplesmente uns TROLS que por aqui andamos. Dou a mão à palmatória - Justiça em Portugal não é corrupta.
  • Luis
    05 abr, 2017 Lisboa 05:58
    Houve uma vez uma senhora da nossa Pseudo Justiça que disse " os nossos políticos não são corruptos". Pelos vistos a nossa Pseudo Justiça faz um esforço muito grande para tentar demonstrar que eles não são.Mais não comento,estou com uma enorme vontade de vomitar.
  • maria
    05 abr, 2017 Lx 05:47
    Portugal tem o MP mais incompetente do mundo, nem nos países mais atrasados de Africa!.
  • Fernando de Almeida
    05 abr, 2017 Porto 00:39
    Meu caro Fernando de Almeida de Boston. O holand^es foi grosseiro.Mas o que ele quiz dizer foi uma coisa muito simples: Os paises do norte da europa não são catolicos. Os paises do " sul" da europa (ponho aspas em sul porque a Irlanda é no norte...) foram formatados por igrejas catolicas Romana e Ortodoxa.Ha' realmente grandes diferenças. O norte por via da religião protestante tem uma etica e uma cultura totalmente diferente do sul e a prova disso é que a Irlanda ( no norte, mas catolica) e os paises catolicos do Sul como Portugal, Espanha, Italia, Polonia, Grécia etc estão na situação em que estão.Contra factos não ha' argumentos.Dai' a sobranceria do norte sobre o sul coisa que ja' nem é de agora. Ja' vem do século xvI.Não ha' duvida que os do norte por via da religião são mais cultos, entraram na democracia mais cedo, são mais liberais e até conseguem manter regimes mona'quicos em que o proprio rei é o chefe da "igreja" nacional. Coisa que os poucos monarquicos portugueses teem muita dificuldade em perceber....
  • CAMINHANTE
    05 abr, 2017 LISBOA 00:26
    Um mundo de ladrões, para ladrões e pelos ladrões , denunciado já em 1994 por Claire Sterling (Um mundo de Ladrões, viagem às redes do crime organizado ) .
  • André
    05 abr, 2017 Lisboa 00:15
    Infelizmente, a banca pode fazer o que lhes apetecer. Como existem leis diferentes em países que não trocam informações, é impossível conseguir dados que passam por 30-40 países. É assim que muito poucos são apanhados em todo o lado... é o mundo em que vivemos.
  • Toninho Marreco
    04 abr, 2017 Ponte do Lima - Província 23:01
    Este país é uma gracinha ...
  • 04 abr, 2017 aldeia 22:17
    Será que precisamos mesmo de um M.P.? Talvez se poupassem uns milhões de euros e estes até poderiam ser desviados pelos mesmos de sempre.....ou até poderia aparecer outro "xico esperto" a aproveitar-se!........O crime compensa para estes cromos!......
  • Fernando almeida
    04 abr, 2017 Boston ma usa 21:48
    A credibilidade de um país está em causa. Quem pode investir num país donde nos há justiça? Num mundo cada dia mais globalizado e um sistema financeiro português cada dia menos transparente não é recomendável transferir dinheiro a Portugal. As elites portuguesas seguem afundando o sistema dando a alternativas nada desejáveis como das do bloque de esquerda o dos comunistas. Razão tinha o holandês.