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Opinião de Ribeiro Cristovão
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Queda de dois anjos

20 mar, 2017 • Opinião de Ribeiro Cristovão


O empate do Benfica em Paços de Ferreira acabou por não causar grande surpresa. E eis senão quando, o FC Porto se deixou surpreender no seu estádio pelo V. de Setúbal.

Já voam nas nuvens do título há muito tempo. Porque o Sporting abandonou cedo a luta que antes tinha adoptado como sua na perspectiva de finalmente se tornar campeão nacional, Benfica e Futebol Clube Porto não têm dado possibilidades àquele seu rival de sempre de voltar a colocar-se na grelha de candidatos.

Daí que a 'vox populi' há muito tenha passado a referir, e bem, apenas duas equipas como prováveis protagonistas das festividades que lá para finais de Maio hão-de consagrar o campeão.

O comportamento de ambos tem, aliás, reforçado essa ideia, mesmo considerando haver alguma discrepância no actual comportamento de benfiquistas e portistas.

De um lado, o Benfica, ainda que conseguindo manter a liderança, a manifestar claramente um estranho decréscimo na sua qualidade do seu jogo.

Mesmo vencendo, a formação de Rui Vitória, tem vindo a instalar justificadas preocupações entre os seus prosélitos, aumentadas, aliás, por se verificar que a escalada do conjunto de Nuno Espírito Santo tem assentado numa melhoria visível, que sempre parecera difícil de alcançar.

O empate do Benfica em Paços de Ferreira acabou por não causar grande surpresa. A equipa estava a baixar e disso eram prova evidente algumas das suas últimas exibições.

E, na refrega do deslize, houve logo quem mergulhasse na convicção segundo a qual esta cedência abria caminho aos dragões na corrida final para o título.

Só que a (grande) surpresa estava para acontecer. E eis senão quando, o FC Porto se deixou surpreender no seu estádio pelo Vitória de Setúbal, fazendo regressar todas as conjecturas e debates à sua forma inicial.

Volta assim a tomar fôlego a embalagem do Benfica, enquanto do outro lado passou a registar-se um certo esvaziamento.

O próximo Benfica-Porto, aprazado para o dia 1 de Abril, tem a partir de agora um inevitável enquadramento diferente.

Será que vai dissipar todas as dúvidas ou, ao contrário, vai dar-lhes uma dimensão ainda mais forte? Temos agora 15 dias para repousar sobre esta interrogação.

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  • Marcus S Ferreira
    20 mar, 2017 Rio de Janeiro 19:49
    Ao meu ver, quando as equipas de menor orçamento começam a apresentar resistência às pretensões dos Gigantes Portugueses isto é muito positivo para a Liga NOS, e para o futebol português. Mas que ganhe o Benfica, na Luz, por todo o esforço que está a fazer, numa época marcada por tantas lesões de seus jogadores. Espero ver o esforço do Encarnado recompensado, ao final de todas as jornadas
  • Augusto Saraiva
    20 mar, 2017 Maia 09:10
    Caro Sr. Ribeiro Cristovão: Eu direi que foi melhor assim; Dois empates, mesmo a calhar para a tese que venho a defender há já vários anos. Se um clube perde leva zero pontos, como é que dois clubes que empatam com zero golos levam 1 ponto; e outros dois que empatam com 1-1 levam o mesmo ponto (1)?! Algo vai mal no reino do futebol. Eu entendo que um empate sem golos não é o mesmo que, por exemplo, um empate com 1, 3 ou 5 golos de cada lado. O Povão vem dos estádios mais alegre com golos ou sem golos? Eu tenho visto bem que vem mais alegre com um empate com golos do que com um empate sem golos. Então por que não ajustar melhor a pontuação dada?! Qual é a dificuldade? Terei de ser eu a propor isso à FIFA e à UEFA, ou terão de ser os senhores, os verdadeiros donos e senhores-da-bola?! Proponho, pois, que a classificação passe a ser a seguinte: Derrota, zero pontos; Empate sem golos, 1 ponto; Empate com golos, 2 pontos; Vitória, os actuais 3 pontos ou, então, 4 pontos... Ficava ou não melhor assim?! Isto, se é que não sirva para dizer «A bem da Nação!», ao menos que sirva A BEM DO FUTEBOL!...Os meus respeitosos cumprimentos de muita estima e consideração, porque, para mim, o Sr. Ribeiro Cristovão e o Sr. Pedro Azevedo são os "Mayores" no Futebol Português. O meu VIVA! a ambos.-