O site da Renascença usa cookies. Ao prosseguir, concorda com o seu uso. Leia mais aqui.
O Mundo em Três Dimensões
Números que contam histórias. De segunda a sexta às 05h40, 14h30 e 21h10 com reposição ao fim-de-semana.
A+ / A-
Arquivo
O Mundo em Três Dimensões - Benfica 0 x Porto 1 e o campeonato que falta - 20/04/2018
O Mundo em Três Dimensões - Benfica 0 x Porto 1 e o campeonato que falta - 20/04/2018
O Mundo em Três Dimensões

Em 2013 o líder caiu aos 92. Em 2018 foi aos 90. Quem será campeão?

20 abr, 2018 • André Rodrigues , Paulo Teixeira (sonorização)


Entre Kelvin 92 e Herrera 90 passaram-se cinco anos. Em ambos os clássicos, o resultado final ditou a queda do Benfica da liderança para o segundo lugar. Em 2013, o FC Porto foi campeão. E em 2018?

Estamos na fase de todas as decisões na I Liga de futebol. E o primeiro capítulo escreveu-se no último domingo, no Estádio da Luz com a vitória do FC Porto sobre o Benfica com o tiro de Herrera aos 90 minutos.

Se vier a ser determinante para as contas do título, o momento de génio do internacional mexicano também ficará para a história por outra razão: foi a primeira vez na história dos confrontos entre águias e dragões que o vencedor marcou no último minuto na casa do adversário.

Tal como o golo de Kelvin aos 92 minutos – que acabou por ser decisivo para a conquista do título em 2013 - também este de Herrera pode ficar para a história do campeonato, se der o título aos dragões. Se não der, pelo menos é candidato a figurar entre os melhores golos da temporada.

Mas o clássico do último domingo também teve o seu minuto 92: Zivkovic caiu na grande área e o Benfica pediu penalti, alegando contacto entre o médio-ofensivo sérvio e o defesa portista Ricardo Pereira. Nada a assinalar, entendeu o árbitro, e o jogo seguiu.

Mas entre 11 de maio e 2013 e 15 de abril de 2018, a única diferença é o local, porque o denominador comum a ambos os confrontos é a queda do Benfica da liderança a poucas jornadas do fim do campeonato.

Mas há outras curiosidades dignas de registo: Maxi Pereira, hoje lateral-direito azul e branco, vestia de encarnado nesse dia 11 de maio de 2013. Chame-lhe o que quiser, premonição ou simples coincidência. A verdade é que o defesa uruguaio foi coautor da tragédia benfiquista. Ao minuto 26, Maxi marcou na própria baliza e empatou o encontro depois de Lima ter inaugurado o marcador sete minutos antes, a favor das águias.

Desta vez, Maxi não jogou, mas festejou numa casa onde também já foi feliz: foram mais de 300 jogos, mais de 20 golos, três vezes campeão nacional, seis vezes vencedor da Taça da Liga, uma Taça de Portugal e uma Supertaça de águia ao peito.

É nos grandes confrontos que os jogadores mostram o que valem. E, normalmente, é também nos grandes confrontos que alguns adeptos se revelam: depois do clássico entre Benfica x FCPorto, adeptos do clube da casa arremessaram objetos contra a polícia. Resultado: sete detenções e seis polícias feridos. O futebol não é isto. Nem precisa de gente assim.

Dados da PSP, conhecidos há dias, revelam que cerca de 200 adeptos foram impedidos de entrar em estádios de futebol entre 2010 e 2018. E só nesta época, o número já vai em 13. 10 dos quais por decisão judicial.

Só na época passada, registaram-se incidentes em 958 jogos. Mais de 96% foram de futebol e futsal, a maioria masculinos.

No caso do futebol, quatro em cada cinco adeptos envolvidos em incidentes desportivos são do Benfica, do Sporting e do FCPorto.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.