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O Mundo em Três Dimensões - Bebés prematuros - 17/11/2017
O Mundo em Três Dimensões - Bebés prematuros - 17/11/2017
O Mundo em Três Dimensões

20 prematuros por dia. 8% dos bebés nascem antes do tempo

17 nov, 2017 • André Rodrigues , Paulo Teixeira (sonorização)


Todos os anos nascem, pelo menos, 15 milhões de prematuros. Em Portugal, no ano passado, nasceram pouco mais de 87.500 crianças e 8% eram prematuras. O país está no top 20 dos melhores países ao nível dos cuidados com a prematuridade.

Muitas vezes, nascem meio quilo de gente. Literalmente. Às vezes até menos.

Só que Portugal figura entre os 20 melhores países do mundo no que respeita às taxas de prematuridade.

Aliás, de acordo com a Sociedade Portuguesa de Pediatria, as crianças que nascem antes das 28 semanas de gravidez têm uma sobrevivência de 70%. Uma taxa que sobe para os 80% nos bebés que nascem antes das 30 semanas.

Mas a experiência da maternidade ou da paternidade prematura tem, normalmente, efeitos benéficos para o relacionamento do casal.

Segundo um estudo recente desenvolvido pela pela Universidade Católica, a prematuridade dos filhos pode mesmo ser o cimento da relação entre marido e mulher.

O universo foram 20 casais do norte do país com idades entre os 20 e os 40 anos.

Três em cada cinco casais mantinham-se juntos. Em casamento ou união de facto, cinco anos após o nascimento do filho.

Por outro lado, este estudo conclui que - em regra - o pai de um prematuro está muito mais presente na educação do filho e muito mais preparado para os cuidados do dia-a-dia.

Ou seja, o que esta investigação sugere é que a dinâmica nas relações de casais com filhos prematuros é contrária às elevadas taxas de divórcio registadas em Portugal.

Em média celebram-se em Portugal 89 casamentos por dia. No mesmo periodo de 24 horas realizam-se mais de 60 divórcios.

Os dados mais recentes revelados pela base de dados Pordata são relativos a 2016 e indicam que há 69 divórcios por cada 100 matrimónios.

Ainda assim, houve menos 1037 casais a divorciarem-se no ano passado do que em 2015.

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